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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Menina sem fome

Estivemos a ler o poema de Maria Cândida Mendonça, "Menina sem fome" que nos fala de uma menina que não gostava de comida nenhuma, só gostava de gelados. para não comer os alimentos, arranjava umas desculpas estranhas: dizia que não comia a sopa porque lhe amargava a boca; não comia carne assada, pobre vaca, coitada; não comia peixe do mar para não se afogar; não comia queijo da Serra porque nunca lá foi...
Resolvemos continuar este poema, arranjando mais desculpas destas, estranhas.
Ficam aqui alguns dos poemas que criámos.

Menina sem fome

A Ana não come maçã
Porque diz que é da cor da rã.
A Ana não come pera 
Porque acha que é cera.
A Ana não come pão
Porque lhe sabe a cão.
A Ana não gosta de ervilhas 
Porque vai ter muitas filhas.
A Ana não gosta de leite
Porque sabe a azeite.
A Ana não gosta de café 
Porque cheira a chulé.
A Ana não gosta de feijão
Porque cheira a sabão.
                                 David Leão

A Ana não gosta de geleia, 
Diz que tem areia.
A Ana não gosta de maçã,
Porque sabe a rã.
A Ana não gosta de pão
Porque diz que sabe a melão.
A Ana não gosta de batata 
Para fugir da barata.
A Ana não gosta de café 
Porque diz que cheira a chulé.
A Ana não gosta de feijão
Porque sabe a melão.
A Ana não gosta de cebola 
Porque acha que é tola!
                           Inês

A Ana não gosta de batata
Porque diz que sabe a barata.
A Ana não gosta de pão
Porque diz que sabe a sabão.
A Ana não gosta de café
Porque diz que ainda bebé.
A Ana não gosta de geleia
Porque diz que sabe a teia.
A Ana não gosta de feijão
Porque diz que sabe a cão.
A Ana não gosta de maçã
Porque diz que sabe a rã.
A Ana não gosta de salada
Porque diz que fica enjoada!
                                      Sara 

A Ana não gosta de beber leite,
Diz que lhe sabe a azeite.
A Ana não gosta de comer pão,
Porque lhe sabe a carvão.
A Ana não gosta de comer salada,
Porque sabe a feijoada.
A Ana não gosta de comer melão,
porque tem cotão.
A Ana não gosta de comer cebola,
Porque sabe a papoila.
A Ana não gosta de comer feijão,
Porque sabe a melão.
Diogo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

À maneira de Maria Alberta Menéres - "Os nomes"

Estivemos a explorar o poema de Maria Alberta Menéres - "Os nomes".
Lemos o poema várias vezes, procuramos nomes no texto, descobrimos as rimas...Por fim, criamos o nosso poema, desta vez com o título "Por que é que me chamo...".
Ficam aqui alguns dos nossos trabalhos.

Por  que é que me chamo sol
E  não me chamo caracol?
Por que é que me chamo flor
E  não me chamo amor?
Por que é que me chamo joaninha
E não me chamo palhinha?
Por que é que me chamo janela
E não me chamo panela?
Por que é que me chamo jardim
E não me  chamo carapim?
Por que é que me chamo coração
E não me chamo melão?
Por que é que me chamo estrela
E não me chamo vela?
                                                     Alice


Porque é que me chamo cão
E não me chamo balão?
Porque é que me chamo banana
E não me chamo Ana?
Porque é que me chamo chorão
E não me chamo balão?
Porque é que me chamo Manuel
E não me chamo papel?
Porque é que me chamo terra
E não me chamo serra?
Porque é que me chamo Simão
E não me chamo pão?
Porque é que me chamo Rodrigo

E não me chamo castigo?
                                                   Rodrigo


Por que é que me chamo Maria
E não me chamo bacia?
Por que é que me chamo chuva
E não me chamo uva?
Por que é que me chamo anel
E não me chamo papel?
Por que é que me chamo tia
E não me chamo fatia?
Por que é que me chamo Inês
E não me chamo chinês?
                                         Inês 

Por que é que me chamo Carlita
E não me chamo fita?
Por que é que me chamo Beatriz
E não me chamo perdiz?
Por que é que me chamo Alice
E não me chamo tolice?
Por que é que me chamo cão
E não me chamo leão?
Por que é que me chamo uva
E não me chamo curva?
Por que é que me chamo borracha
E não me chamo caixa?
                                        Sara 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Biopoema

BIOPOEMA é uma forma de escrita criativa. Permite falar de quase tudo, de uma forma muito simples.

Neste trabalho cada um fala de si, seguindo a grelha de indicações dada: 
O meu nome 
Vivo em
Sou filha de
Sou 
Gosto de
Sinto-me

Preciso de 
Tenho medo de




      Adorava 
      O meu apelido





Os textos são escritos no corpo de um boneco  e finalmente ilustrados. 
Fica muito bonito, este trabalho!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estivemos em Educação para a Cidadania a conversar sobre o que era um comportamento correto e o que podemos chamar a alguém que nem sempre se porta muito bem. Para estes surgiram as palavras "malandro, malandreco, mal educado, antipático, ..."
A professora leu-nos então um poema muito engraçado, "meio maluco", como nós dissemos: no mundo da fantasia podemos dizer algumas coisas que não são bem verdades, podemos brincar com coisas sérias...
Foi este o poema (Luísa Ducla Soares) que ouvimos:

Ser um rapaz com juízo?
Ah, isso não é preciso!

É tão bom ser diabrete,
pintar de verde o tapete.
É tão bom ser um mauzão,
deitar pimenta no pão.
É tão bom ser um pirata,
puxar o rabo da gata.
É tão bom ser um traquinas,
despentear as meninas.
É tão bom ser um travesso,
vestir tudo do avesso.
É tão bom ser um marau,
pôr no lixo o bacalhau.
É tão bom ser desastrado,
cair no lago calçado.
É tão bom ser malandrão,
roer os ossos do cão.
É tão bom ser um maroto,
pôr no prato um gafanhoto.
Tão bom ser insuportável,
pisar um senhor notável.
Ser sempre inconveniente,
ao careca dar um pente.
É tão bom ser mau, mau, mau,
Soltar na aula um lacrau.

O pior é quando a mãe
resolve ser má também.

A seguir apareceu o trabalho: olhamos para as palavras que tínhamos escritas no quadro, acrescentamos algumas deste poema e começamos a procurar rimas para criar frases engraçadas.
Ficam aqui alguns dos trabalhos que foram criados...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Hoje trabalhamos mais uma letra, o g
Estivemos a ver quem tinha gatos e quais os seus nomes. A professora pensou no gato Tareco e apresentou o início da lengalenga no quadro para nós as continuarmos: O gato Tareco dorme com um boneco.
Ficam aqui alguns, depois apresentaremos os outros...







quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pequenas grandes maravilhas...

(Esta mensagem não é da turma mas da professora...)

Ver nascer um texto da escrita dos meus alunos é simplesmente maravilhoso! Faz-me esquecer o desespero e a frustração que por vezes espreitam a minha cabeça, fazendo-me adorar o que faço!
Hoje nasceu poesia na sala: alguns alunos acabaram muito depressa a ficha de avaliação e depois de pintar todos os desenhos não tinham que fazer. Propus-lhes então continuar aquela lengalenga que já trabalhámos juntos (O que está na varanda?).
Escrevi no quadro algumas palavras (rio, mar, cozinha, escola, saca,...) para que continuassem a lengalenga/poema e aqui ficam alguns dos resultados, escritos pelos autores...





quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Os meninos educados

Hoje estivemos a ouvir o poema "Os meninos educados", do livro "A Cavalo no tempo", de Luísa Ducla Soares..Depois de o ouvir, criámos o nosso, continuando com o mesmo esquema. Fica aqui o poema da autora e depois o nosso. 



Os Meninos Educados

0s meninos educados
de manhã dizem bom-dia
bom-dia, senhor José,
bom-dia, dona Maria.

Os meninos educados
de manhã dizem bom-dia,
bom-dia, sol amarelo,
bom-dia, ribeira fria,
bom-dia, flores do jardim,
bom-dia, cães da cidade,
bom-dia, ó bicicleta,
bom-dia de liberdade.

Os meninos educados
de manhã dizem bom-dia,
bom-dia, lixo da praia
e cascas de melancia,
bom-dia, guerra que matas
bom-dia, mesa sem pão,
bom-dia, tecto de céu,
bom-dia, voz sem canção.

Os meninos educados
de manhã dizem bom-dia
e partem como andorinhas
em busca de um novo dia.

Luísa Ducla Soares, A cavalo no tempo

E este é  o nosso poema...

Os meninos educados
de manhã dizem bom dia
bom dia pai e mãe,
bom dia, tio e tia!

Os meninos educados

de manhã dizem bom dia
bom dia, azul do céu,
bom dia, gato que mia,
bom dia, natureza,
bom dia, senhor de chapéu,
bom dia, dona Teresa!

Os meninos educados

de manhã dizem bom dia
bom dia poluição,
bom dia, barriga vazia,
bom dia pessoa a chorar,
bom dia doença e morte,
bom dia menino a gritar,
bom dia pessoa sem sorte....

Os meninos educados

de manhã dizem bom dia!
e partem como borboletas
que nos trazem a alegria!

Depois do poema criado, escolhemos alguns versos e fizemos os desenhos. Alguns terminaram os desenhos e criaram um novo poema que vamos mostrar aqui depois.
Gostámos muito deste trabalho!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mais uma lengalenga...


O nosso dia começa com a decomposição do número do dia ou com a leitura de uma história. Hoje foi a vez de ouvir uma das histórias do livro "Histórias de tempo vai tempo vem", de Maria Alberta Menéres, com o título "Formiguinhas". Fala de uma menina, a Mariana, a quem a mãe contava histórias antes de adormecer. Desta vez brincou com as palavras e começou: "Era uma vez três formiguinhas pataratas que comiam de colher e andavam de gatas".
A Mariana riu, riu e disse à mãe que assim não ia adormecer. mãe continuou, brincando agora com as mesmas palavras e com a voz... fazendo com que ela risse cada vez mais. Mas o sono era forte e Mariana adormeceu. A mãe antes de sair disse-lhe baixinho ao ouvido: "Era uma vez três formiguinhas pataratas que comiam de colher e andavam de gatas".

Tínhamos colegas do 3º ano na nossa sala e a professora fez-lhes uma proposta: continuar esta lengalenga ou trocadilhos, arranjando outras expressões. Nós ajudamos, demos ideias e como sempre, apareceram frases muito engraçadas, como podem ver...
Era uma vez três formiguinhas patarocas 
que falavam chinês e andavam de socas.
Era uma vez três formiguinhas patarelhas 
que faziam corridas em cima das telhas.
Era uma vez três formiguinhas patarilhas
 que usavam saia e sapatilhas.
Era uma vez três formiguinhas patarecas 
que viviam na escola e eram carecas.
Era uma vez três formiguinhas pataritas 
que pintavam os olhos para ficar bonitas.

Este é mais um exemplo de como podemos brincar com as palavras e com as rimas. Podíamos escrever muitas e muitas mais frases e todas iam ser muito engraçadas!

domingo, 4 de novembro de 2012

Mais uma lengalenga

Hoje ouvimos mais uma lengalenga, numa versão de Luísa Ducla Soares.
O que está na varanda?
Uma fita de ganga.
O que está na janela?

Uma fita amarela.

O que está no poço?

Uma casca de tremoço.

O que está na pia?

Uma casca de melancia.

O que está na chaminé?

Um gato a coçar o pé.

O que está na rua?
Uma espada nua.
O que está atrás da porta?
Uma velha morta.
O que está no ninho?
Um passarinho.
Dá-lhe bolachas e deixa-o quentinho.

recolha de Luísa Ducla Soares
Depois de a explorar, criamos a nossa que, se quisermos, nunca mais tem fim!...
O que está na varanda?
A roupa da Vanda.
O que está na chaminé?
Um sapato com chulé.
O que está na horta?
Uma janela e uma porta.
O que está no jardim?
Um casaco e um carapim.
O que está na escola?
Uma linda camisola.
O que está na cozinha?
Um pinheiro e uma pinha.
O que está na panela?
Um isqueiro e uma vela.
O que está na gaveta?
Uma viola e uma corneta.
O que está no armário?
Os brinquedos do Mário.
O que está na mala?
Os candeeiros da sala.
Finalmente, escolhemos partes da lengalenga e fizemos os desenhos  ...



sábado, 13 de outubro de 2012

Gostamos muito de fazer rimas!
Hoje a professora apresentou-nos o refrão de uma canção, "O abecedário sem juízo". Para criar o resto da canção, trabalhamos o abecedário com os nomes da nossa turma. Começamos pela Alice e acabamos no Simão. Como estava na nossa sala o Francisco da turma A, também entrou nas nossas rimas pois não tínhamos nenhum F. Havia algumas letras repetidas mas ficam para a próxima.
Para cada nome apareciam várias rimas, escolhíamos uma e fazíamos a frase, sempre meia disparatada, sem juízo...
Ficou assim o nosso abecedário:

É o abecedário, abecedário sem juízo
só de pensar nele, dá-me um ataque de riso!

A é a Alice, disse uma grande tolice
B é a Beatriz, foi a pé até Paris
C é a Carolina, bebe a água da piscina
D é o Diogo, com a sopa apaga o fogo

F é o Francisco que tropeçou num cisco
G é o Gonçalo, vai para a sala de cavalo
I é a Inês que só fala em chinês
L é a Lara, fez um desenho na cara.

M é a Maria,só come comida fria
R é o Rodrigo, joga bola com um figo
S é o Simão, pintou de azul o limão
é o abecedário, abecedário sem juízo!



Ontem na aula de Expressão Musical e Dramática estivemos a brincar com uma lengalenga de Luísa Ducla Soares:

Eu fui a Viana
A cavalo numa cana,
Eu fui ao Porto
A cavalo num burro morto.

Eu fui a Braga
A cavalo numa cabra,
Eu fui ao Douro
A cavalo num touro.

Escolhemos novas terras e continuamos a lengalenga que não tem fim mas para já, está assim...

Eu fui a Aguiar
Num cavalo a saltar,
Eu fui à Sobreira
Baloiçando numa alheira.

Eu fui Espanha
a cavalo numa aranha,
Eu fui à Suíça
A cavalo numa preguiça.

Eu fui a Paris
pendurado num nariz,
Eu fui a Portimão
pendurado num balão.

Eu fui a França
A cavalo numa gansa,
Eu fui a Gaia
Pendurado numa saia.
.......
E esta lengalenga nunca mais tem fim porque há muitas cidades, muitos países, e todos têm rimas...